OMASP · 2026 · 2ª fase

Nível 3 — Ensino Médio — Manhã

Alunos

133.385

Questões

20

Média de acertos

8,9

Perfil deste caderno

Caderno voltado a alunos de maior desempenho no Ensino Médio: várias questões ficaram acima do centro do grupo, com percentual de acerto entre cerca de 30% e 55%. A Q01 e a Q04 tiveram acerto um pouco acima da metade.

Panorama das questões

QDiscrim.DificuldadeChute% acertoGab.Observação
011,16−0,230,0055EEnunciado truncado; discriminação 1,16
020,74−0,050,0051D
030,920,700,0037B
042,00−0,320,0059B
051,360,380,1449A
062,690,530,1543D
074,000,670,1639EDiscriminação no máximo do cálculo
081,88−0,170,2767BChute um pouco alto; E ≈ 0%
094,000,660,0632ADiscriminação no máximo do cálculo
100,52−1,070,0063DDiscriminação baixa
113,930,690,3049DChute 0,30
123,820,390,2955EChute 0,29
134,006,000,2323DA mais frequente que o gabarito
142,370,620,1441D
152,470,790,1537C
164,000,640,1539C
173,720,810,1837A
182,570,700,2647DChute 0,26
194,000,570,2145E
202,231,870,1824BA mais frequente que o gabarito

A tabela acima cobre as 20. Abaixo, só os extremos: 4 a melhorar (TRI fraca ou enunciado que puxa para o erro) e 5 que funcionam (o gabarito entra na nota como se espera).

Visualizações

Acertos e nota TRI

Cada vela cobre a amplitude da nota TRI naquele número de acertos (pavio = mínima e máxima; corpo = 1º ao 3º quartil). A linha laranja é a média. Dois alunos com os mesmos acertos podem ter notas diferentes — é isso que a TRI faz.

Acerto por faixa de nota

Cada coluna é um quinto da turma, da nota mais baixa à mais alta. Cor mais escura = mais gente acertou. Uma linha que clareia da esquerda para a direita entra na nota; uma linha quase uniforme quase não separa.

Curva das questões em destaque

Linhas: probabilidade de acerto segundo o modelo 3PL. Pontos: o que se observou em faixas de nota. Tracejado = casos a melhorar; contínuo = casos que funcionam bem.

Quatro casos a melhorar

Não funciona bem aqui quer dizer uma destas coisas: acertar quase não muda quando o nível sobe (a questão pouco entra na nota); a alternativa errada foi a mais marcada (o enunciado puxa para outra leitura); ou o texto/arte admite mais de uma chave.

Q13

Bhaskara, comprimento de EF

Quatro triângulos 6-8-10 dentro de um quadrado; pede o comprimento de EF. O comentário chega ao lado 2 do quadrado interno e depois à diagonal 2√2 (gabarito D, ~23%). A = 2 ~32% — o lado, um passo antes. E ~25%.

Por que não funciona bem na TRI

  • A dificuldade ficou no limite 6,0: a probabilidade de acertar quase não muda quando o nível estimado sobe. A questão quase não entra na nota, mesmo com discriminação no teto do cálculo (isso, sozinho, não salva o item).
  • O gabarito não foi a mais marcada. A (o lado 2) e E juntas superam D.
  • A é a conta certa até o penúltimo passo. Quem para no quadrado interno marca A; quem vai à diagonal marca D. A figura (segmentos AE, EB e EF) admite mais de uma leitura. Evite utilizar novamente sem ajustes: pedir o lado, ou não oferecer o 2 como alternativa.

O que a turma marcou

A
32,3% moda
B
10,6%
C
9,1%
D
23,3% gab.
E
24,8%
Q10

Moda do gráfico de temperaturas

Pede a moda das máximas. Gabarito D = 31,8 °C (~63%). Alternativas: 30,6, 31,4, 31,5, 31,8, 32,9.

Por que não funciona bem na TRI

  • A discriminação é 0,52 — baixa para um item que quase dois em três acertaram: marcar 31,8 muda pouco quando o nível estimado sobe. A questão pouco entra na nota.
  • O chute é 0 e o gabarito é a moda, mas isso não basta: muita gente acerta e o acerto não separa quem está mais alto nesta prova.
  • 31,4 e 31,5 estão no gráfico colados em 31,8. A tarefa virou comparar milímetros de barra, não ler moda. Arte com a moda nítida, ou um valor que não dependa do eixo.

O que a turma marcou

A
7,1%
B
12,0%
C
8,6%
D
62,8% gab.
E
9,5%
Q20

Probabilidade na Baixada Santista

Nove cidades; a primeira sorteada faz fronteira com Santos; pede P(a segunda também fronteira e com praia). Gabarito B = 9/32 (~24%). A ~36% — a mais marcada.

Por que não funciona bem na TRI

  • A discriminação 2,23 ainda faz o item entrar na nota (quem marca B tende a estar mais alto). O problema não é o modelo “morto”, e sim o enunciado.
  • O gabarito não é a moda. A, C e D somam a maior parte da turma — várias frações vizinhas.
  • Cubatão (fronteira sem praia) e “quatro fronteiras / três com praia” geram mais de um espaço amostral. Quem conta cidades a mais ou a menos marca A. Reescrever com as cidades nomeadas na alternativa, ou um diagrama de casos. Sem isso, o item mede “qual conjunto de cidades você leu”, não a probabilidade.

O que a turma marcou

A
36,5% moda
B
23,7% gab.
C
13,2%
D
19,6%
E
7,0%
Q01

Campeonato Paulista, enunciado truncado

Falta o nome da primeira divisão (“a chamada , A1, A2…”). 4×16+15 = 79 clubes no estado; 16 no Brasileiro; 79−16 = 63 (gabarito E, ~55%). B = 64 (só 4×16). D = 79 (sem subtrair).

Por que não funciona bem na TRI

  • A discriminação é 1,16 — entra na nota, mas pouco para um item que mais da metade acertou. Um fácil de olimpíada deveria separar melhor.
  • O chute é 0 e o gabarito é a moda. Os erros são de omissão (B e D), não de texto ilegível — o truncamento não derrubou a chave, mas o texto está quebrado.
  • B esquece a 2ª divisão (15 clubes). D esquece de tirar os 16 do Brasileiro. Completar o enunciado: um fácil com frase cortada não é âncora confiável, mesmo quando a conta ainda “passa”.

O que a turma marcou

A
13,0%
B
14,8%
C
7,3%
D
9,5%
E
55,3% gab.

Cinco casos que funcionam bem

Bom aqui quer dizer: acertar fica mais provável quando o nível estimado sobe (a questão entra na nota); a maioria que acerta não parece ter chutado; e as alternativas erradas são a mesma conta, pela metade — não uma segunda resposta tão válida quanto o gabarito.

Q04

Velocidade média SP–Boa Vista

4 800 km em 2 dias e 16 h. Tempo em horas: 2×24+16 = 64 h. Velocidade: 4 800÷64 = 75 km/h (gabarito B, ~59%). Alternativas: 64, 75, 80, 100, 120.

Por que é um item bom na TRI

  • A discriminação 2,00 está na faixa nítida: a probabilidade de marcar 75 cresce quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota.
  • O chute é 0. Quase 60% marcaram B — a leitura pretendida foi a da turma.
  • 64 é o tempo em horas, sem dividir a distância. 80, 100 e 120 são velocidades “redondas” sem essa conta. Quem converte o tempo e divide marca B; quem para no 64 marca A. É o que se espera de um item de velocidade média.

Ficou um pouco mais fácil que o centro deste caderno (dificuldade −0,32). Quem está abaixo da média do grupo ainda tem um item em que acertar ou errar move a nota.

O que a turma marcou

A
9,5%
B
59,5% gab.
C
12,1%
D
7,0%
E
11,9%
Q09

Aresta do Cube Oceanarium

8 milhões de litros = 8 000 m³. Aresta do cubo: cubo raiz de 8 000 = 20 m (gabarito A, ~32%). Alternativas: 20, 40, 200, 400, 2 000.

Por que é um item bom na TRI

  • A discriminação chegou ao máximo do cálculo (4,00): a probabilidade de marcar 20 sobe de forma muito brusca quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota com peso.
  • O chute é 0,06 (baixo). O gabarito é a opção mais marcada.
  • 200, 400 e 2 000 são a mesma grandeza com o zero no lugar errado (litro vs m³, raiz vs cubo). Quem faz as duas conversões marca 20; quem troca a unidade cai numa ordem de grandeza vizinha. Percentual 32% é olimpíada, não defeito: o item é mais difícil que o centro e ainda assim separa quem converte de quem não converte.

O que a turma marcou

A
31,9% gab.
B
6,6%
C
21,0%
D
18,4%
E
22,1%
Q06

Economia na Casa da Moeda

Quatro moedas de R$ 0,25 custam 4×0,34 = 1,36 para produzir; a de R$ 1,00 custa 0,29. Economia: 1,36−0,29 = R$ 1,07 (gabarito D, ~43%). Alternativas: 0,20, 0,71, 0,75, 1,07, 1,16.

Por que é um item bom na TRI

  • A discriminação 2,69 é alta: marcar 1,07 fica bem mais provável quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota.
  • Cerca de 43% no gabarito — é a moda. Chute 0,15, compatível.
  • 0,71, 0,75 e 1,16 são diferenças parciais (esquecer o 4, usar o valor de face, etc.). Quem monta “custo de quatro moedas menos o custo de uma de 1 real” marca D. O item mede essa comparação, não um enunciado ambíguo.

O que a turma marcou

A
10,9%
B
17,0%
C
14,7%
D
43,0% gab.
E
14,4%
Q16

Número Eureka 2N27

Um número Eureka soma cada algarismo elevado à sua posição. 2N27 Eureka ⇒ N=4 ⇒ número 2427 ⇒ soma 15 (gabarito C, ~39%). Alternativas: 11, 14, 15, 18, 20.

Por que é um item bom na TRI

  • Discriminação no máximo (4,00): quem está mais alto nesta prova tem probabilidade bem maior de marcar 15. A questão entra na nota com peso.
  • O gabarito é a moda (~39%). As outras se espalham (11 a 20).
  • 11, 14, 18 e 20 são somas que aparecem se a regra (expoente = posição, N com um algarismo) não for aplicada até o fim. Quem usa a definição chega em 15. Percentual médio-baixo de olimpíada, com a conta certa concentrada em quem o modelo estima mais alto.

O que a turma marcou

A
11,0%
B
16,1%
C
38,6% gab.
D
18,7%
E
15,6%
Q07

Área da moldura da foto

Foto 10 cm × 15 cm, borda de largura x dos dois lados. Área: (10+2x)(15+2x) (gabarito E, ~39%).

Por que é um item bom na TRI

  • Discriminação no máximo (4,00): expandir certo e marcar E fica bem mais provável quando o nível estimado sobe. A questão entra na nota com peso.
  • O gabarito é a moda. As outras quatro ficam cada uma entre ~14% e 17% — ninguém “roubou” a chave.
  • As erradas são polinômios vizinhos (esquecer o 2x de um lado, somar em vez de multiplicar). Quem escreve os dois lados com a borda e expande marca E. Álgebra da moldura com uma leitura só.

O que a turma marcou

A
16,5%
B
16,9%
C
14,1%
D
13,7%
E
38,8% gab.